
O Capitalismo que explora e oprime Canoas
Quem vive a cidade de Canoas muitas vezes já pode ter ouvido falar, presenciado ou vivido histórias e situações como estas: “Canoense é do bairro... é da vila.”, “Tem pouco ônibus para pegar e muitos saem da cidade prá se divertir, prá viver, só volta pra dormir, em Canoas não tem muita coisa...”, “...canoense é brigão, é marginal, invade terrenos e casas, pode te roubar e mora junto aos locais mais violentos, onde mais dá assaltos, roubos, mortes e tráfico de drogas no Rio Grande do Sul.” “Já me disseram que se chegar no presídio central é só dizer que é de Canoas que já tá mais tranqüilo...”.
Já viveram ou ouviram falar sobre estas histórias? Não queremos taxar nem rotular ninguém, mas por que a vida de uma cidade é normalmente contada e lembrada através de fatos negativos, dificuldades da vida, violências, situações de risco humano, situações de risco social, etc?
Mas tudo isso não tem nada haver com quem mora nos prédios altos e chiques da Avenida Brasil no centro da cidade nem no Jardim do Lago. E quem é que mora nas outras dezenas de vilas e bairros? Quem é de Canoas? O que é ser canoense? Quem construiu esta cidade? Quem faz desta cidade o que ela é? Quem lucra com isso? Quem empobrece com isso? Quem oprime o povo canoense? Quem é oprimido e quem é oprimida em Canoas? Quem quer libertar o povo desta cidade?
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